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O Clube
 
remadaA técnica é basicamente composta de 3 etapas: Alcance ou lançada, Puxada e Recuperação.
O Alcance é etapa decisiva para um bom rendimento da remada. Deve ser sempre bem à frente, rotacionando o tronco, sem incliná-lo à frente. Deve-se manter a cabeça levantada focando no ritmo da tripulação. É essencial que todos os remos estejam entrando juntos da água.
A Puxada deve ser forte e sincronizada. A entrada do remo na água deve ser suave mas agressiva ao mesmo tempo. O cabo do remo deve estar bem vertical e paralelo à canoa. A mão de cima, durante esta etapa, deve estar mais ou menos na altura da testa, com o punho segurando firme na canopola ou cruzeta, o braço fica reto exercendo pouca articulação e a mão de baixo no remo segurando firme no pescoço do remo a um palmo da pá. A cabeça sempre levantada para facilitar a respiração.
O remo deve sair da água entre o joelho e a cintura, a lâmina é lançada ao máximo a frente, mas a puxada para trás é curta, jamais deve passar da linha da cintura e para iniciar a etapa da recuperação, o cotovelo não pode hiperflexionar para trás, indo até o ponto onde um ângulo de 90º é formado. Ao sair da água, o remo deve estar leve e ligeiramente virado não execendo força contra a água principalmente o movimento de puxar a pá de baixo para cima.
Ao levar o remo adiante para dar inicío a outra puxada, o remo deve estar paraleo a água, eliminando a força do vento contra, fazendo o movimento da palamenta diminuir o atrito com o vento. Esta técnica do descanso parece ínfima, mas com centenas de repetições este pequeno descanso é bastante útil.
remadaA cadência é outro ponto chave para um bom rendimento da canoa. Ela pode variar de equipe para equipe, bem como o ambiente em que se está remando mar, rio ou lagos assim como as condições do tempo no momento da remada. Em geral ela deve ser longa, suave e forte. Para mares calmos e distâncias curtas, a cadência pode ser rápida e mais curta. Para mares turbulentos e tripulação de maior peso, o ritmo tem que ser cadenciado, com tempo de remo na água suficiente para tirar proveito da força dos remadores.
Apesar de erroneamente se acreditar que as pernas não são utilizadas na canoa, elas são muito requisitadas também. A perna do mesmo lado da remada deve estar ligeiramente à frente mas mantendo um ângulo de 90º para uma maior aderência com o fundo do barco. Em longas remadas os músculos posteriores da coxa e glúteos são os primeiros a doer. Exercícios complementares como ciclismo e corrida ajudam no fortalecimento.
As trocas devem ser precisas e rápidas. O canto da troca (Hip) deve ser alto e seco a cada 12 ou 15 remadas, podendo chegar a 40 remadas dependendo do tipo de treino realizado. A última remada, logo após o canto, e as três primeiras remadas devem ser feitas com mais potência para não se perder rendimento. Para viradas em bóias, “caçadas” laterais do 1 e/ou 2 ajudam nas curvas. A sincronia deve estar perfeita para a manobra (Uni) dar certo. A hidratação adequada é um fator muito importante, após uma remada de 30 minutos se não houver hidratação o rendimento cai em até 30%.
A EQUIPE
O remo é dos poucos senão o único esporte em que todos os integrantes são requisitados para fazer a mesma coisa e ao mesmo tempo. A modalidade mais tradicional e competitiva do esporte é composta por seis remadores. Os assentos e os papeis têm nomes diferentes de acordo com sua posição em relação à canoa. Os nomes a seguir são utilizados em Kona –Hawaii e podem variar em outras regiões:
Assento 1: Noho`Ekahi (noh-ho eh-kah-hee)
canoaTambém chamado Mua (moo-uh) que significa frente ou para frente. Também chamado de Ka`i (Kah-ee) – seu trabalho é constante e uniforme. Este não é um banco de potência. Dita o compasso do ritmo. Pode saber instintivamente como está o ritmo. Também auxilia o leme desde a proa, especialmente durante bruscas mudanças de direção. Deve estar sempre alerta com o que está à frente: nadadores, pedras, etc. Dependendo do time, Mua também chama as trocas. Pode muitas vezes anunciar mudanças no ritmo, mais rápido ou lento.
Assento 2: Noho`Elua ( noho eh-loo-uh)
canoaSignifica segundo. Orienta por o ritmo do 1. Tem muita responsabilidade por manter a sincronia com o 1 e não comprometer todo o barco. Auxilia nas curvas quando necessário. Quando a canoa está parada, mantém a mão esquerda no Iako para evitar huli (capotamento).
Assento 3: Noho`Ekolu (noho eh-koh-loo)
canoaAlgumas vezes chamado de Kahea (Kah-hay-uh) que significa anunciante ou o que chama. Em vários times, Ekohu chama as trocas. Parte do motor do barco com potência. Concentra-se em mover a canoa à frente. Sempre deve ser o maior e mais pesado afim de assegurar a estabilidade do barco
Assento 4: Noho`Eha ( noho eh-hah)
canoaSignifica o quarto. A outra parte do motor do barco. Também se concentra em mover a canoa à frente. Muitas vezes, opera o bailer (baldeador) para retirar água em corridas de longa distância. Com a canoa parada, põe a mão esquerda no Iako traseiro para evitar huli. Sempre deve ser o maior e mais pesado do barco para manter a boa estabilidade e performance da canoa.
Assento 5: Noho`Elima (no-ho eh-lee-mah)
canoaTambém chamado de Pani (pah-nee) ou leme reserva ou leme assistente. Mantém olhos vigilantes na ama. Pode ter que sacrificar seu corpo pulando no Iako traseiro para evitar huli (capotamento). Pode operar o bailer (quem retira a água de dentro da canoa) também. Ajuda o leme quando requisitado, usualmente em grandes ondas. Pode assumir o leme caso o leme esteja incapacitado de direcionar a canoa ou em caso de homem ao mar.
Assento 6: Noho`Eono (no-ho eh-oh-no)
canoaHo`okele ou leme. Muitas vezes chamado de Papaki`i (papa-kee-ee) que literalmente significa assento reto ou chato. Usa um diferente remo do resto da tripulação, chamado uli (oolee). O capitão do barco tem a última palavra a bordo. Mantém a tripulação (Poe wa`a) energizada e focada no objetivo. Deve estar sempre atento a todas a condições que afetam a canoa como: vento, ondas, outras canoas. O leme deve ter a máxima atenção, tudo no barco é de sua responsabilidade, é ele que mantém o espírito do “aloha” na canoa
Fonte de estudo efetuado por Remo Eckert, pesquisador de canoas milenares, remador, técnico de equipe e construtor de canoas havaianas, canadenses, e remos em madeira.
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